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A diabetes é uma pandemia não infeciosa

Novembro é o mês dedicado à doença e a Unidade Integrada do HDFF acompanha cerca de 1.200 diabéticos

No mês dedicado à diabetes, fomos ouvir os “pilares” do Hospital de Dia de Diabetes do HDFF – unidade que acompanha cerca de 1.200 diabéticos -, o médico Fernando Ferraz e a enfermeira Rosário Figueiredo, que alertaram para a necessidade de uma forte campanha de sensibilização, que deve começar o mais cedo possível.
“A diabetes é um problema grande, que já existia antes da pandemia. É, de resto, uma pandemia, mas não infecciosa”, começa por lembrar o médico Fernando Ferraz.
“É fundamental a sensibilização”, reforça a enfermeira Rosário Figueiredo, convicta de que se as pessoas não forem informadas e se não souberem quais as escolhas certas a fazer, “não alteram nada”.
“A sensibilização deve começar na escola primária, com ensino de estilos de vida saudáveis, nomeadamente ao nível da alimentação e atividade física”, complementa o médico, pois a principal causa da diabetes é a obesidade.
“As pessoas mexem-se menos, têm hábitos alimentares desequilibrados, aumentam de peso e tudo isto contribui para o aumento de casos”, refere Rosário Figueiredo. Esse facto tem consequências: “há uns anos não existia diabetes tipo 2 em adolescentes e adultos jovens e já começa a aparecer”, complementa Fernando Ferraz.
Lembrando que a diabetes, se não for controlada, pode acarretar complicações gravíssimas, os dois profissionais de saúde vincam, todavia, que a pessoa com diabetes “pode ter boa qualidade de vida”
“A diabetes não os impede de fazer nada, só obriga a ter mais alguns cuidados. Há atletas profissionais diabéticos, como jogadores de futebol, ciclistas e basquetebolistas”, justifica o clínico.
A pandemia veio trocar um pouco as voltas aos portadores desta doença, observa Rosário Figueiredo. “Tiveram que mudar muito os hábitos, nomeadamente os alimentares e de atividade física, estiveram confinadas”, relembra.
Mas no Hospital de Dia da Diabetes, “nunca fechámos a porta”. “As pessoas com uma doença crónica como a diabetes, precisam  de acesso facilitado aos cuidados de saúde quando precisam, têm que ter uma porta aberta”, justifica o médico.

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