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Novo equipamento permite cirurgia mais complexa do ouvido

Responsável da Otorrinolaringologia fala em resultados muito gratificantes. Cirurgia otológica arrancou este ano no Hospital Distrital da Figueira da Foz.


Os últimos cinco anos foram de crescimento evidente na valência de Otorrinolaringologia do HDFF, período esse que coincidiu com a chegada da otorrinolaringologista Diana Cunha Ribeiro, oriunda do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

“Iniciei a minha atividade no HDFF em 2016, integrando a equipa constituída pelo Dr. Lima Gouveia, especialista sénior reconhecido e o Dr. Rui Cortesão, Otorrinolaringologista experiente com motivação para desenvolvimento da área, com quem já tinha trabalhado no Hospital dos Covões, em Coimbra. Foi também isso que me levou a escolher o HDFF, pois sabia que havia perspetivas para crescimento do Serviço”, recorda a médica, sublinhando que na origem da sua opção profissional esteve igualmente “a humanização e o bom ambiente que, por vezes, em instituições maiores não conseguimos estabelecer, para além de ser conterrânea”.

A chegada da Otorrinolaringologista ao HDFF impulsionou a aquisição de material novo para o Serviço. Ainda em 2016, foi adquirido o equipamento de nasofaringolaringoscopia, que permite observar endoscopicamente a cavidade nasal e todas as estruturas faringo-laríngeas.

Adquiriu-se o equipamento para a cirurgia endoscópica nasossinusal funcional, que permite o tratamento cirúrgico de rinossinusites crónicas refratárias ao tratamento médico.

Foram igualmente equipados os dois gabinetes de consulta com todo o equipamento ORL necessário à observação dos pacientes e em termos de bloco operatório, foram reformuladas todas as caixas cirúrgicas.”Faltava ainda um braço muito importante na Otorrinolaringologia, que é a cirurgia otológica, a cirurgia pesada do ouvido. Passámos a dar resposta cirúrgica às otites médias crónicas colestetatomatosas e não colesteatomatosas, conseguindo dar também solução cirúrgica a determinados tipos de surdez de transmissão, em patologias como por exemplo, a otosclerose, entre outras”, descreve a responsável da valência de Otorrinolaringologia.

O investimento permitiu avançar, durante este ano, para cirurgias otológicas mais complexas. E os resultados são animadores. “Realizamos semanalmente cirurgias nesta área e os resultados têm sido gratificantes”, observa.

Entre os pacientes que são acompanhados no Serviço, não prevalece qualquer faixa etária. A Otorrinolaringologia é uma área transversal a todas as idades, não sendo a cirurgia de ouvido exceção.

Atualmente para além do Dr. Lima Gouveia, colabora ativamente com o Serviço o Dr. Paulo Gonçalves, Otorrinolaringologista experiente, oriundo dos CHUC. Os próximos tempos, adianta, espera continuar a serem de crescimento. Com a entrada de mais uma Otorrinolaringologista, a Dr.ª Mafalda Ferreira, pode não só perspetivar-se um aumento da atividade assistencial, como o desenvolvimento no HDFF de outro ramo aliciante: o da vertigem. “É uma área muito interessante com elevada incidência na população. Vamos propor a aquisição de equipamento de vestibulogia, para se realizar o diagnóstico e reabilitação de doentes com vertigem. Vai ser o nosso próximo passo”, conclui.

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